DIA INTERNACIONAL DA(O) OBSTETRIZ

DIA INTERNACIONAL DA(O) OBSTETRIZ

PARABÉNS A TODAS AS PARTEIRAS QUE RESPEITAM O NASCIMENTO

 

Dia 5 de maio é comemorado o dia da obstetriz, nossas parteiras queridas. E qual a importância deste profissional para nós mulheres? Muita! E se levarmos em conta que todas as pessoas, mulheres e homens, nascem de uma mulher, então seria correto afirmar que esta profissão é importante para os homens também.

 

As obstetrizes têm um papel fundamental em promover o cuidado especial com a gestante e seus familiares bem como auxiliar o nascimento. São diversas as qualidades e fatores que os tornam importantes. Entretanto, pontuarei aqui a importância deste profissional como auxiliares à gestante na hora do parto.

As pesquisas vem comprovando três abordagens fundamentais para um parto respeitoso e saudável tanto para as mulheres quanto para os bebês:

 

- Posição da mulher no trabalho de parto;

- Posição do parto que afeta diretamente o períneo;

- Tipo de parteira presente na hora de parto que faz toda diferença para os dois itens citado à cima.

 

A escolha e a decisão da posição do parto deve ser tomada pela mulher em parceria com as obstetrizes, uma vez que estas parteiras tem o conhecimento dos riscos e benefícios de cada uma das posições (de lado, sentado, de cócoras, em pé, etc).

Cada posição é única e os estudos vem demonstrando a importância e as diferenças entre cada uma delas. Além disso, cada mulher é única. Sabe-se que algumas posições, mesmo que sejam incomuns, são fundamentais para que o parto seja facilitado. A mulher com boa consciência corporal irá buscar essa posição por instinto, entretanto, a sensibilidade, a experiência e o profissionalismo das obstetrizes podem e devem auxiliar as mulheres se necessário.

 

Lacerações perineais e episiotomias também estão relacionados tanto com a posição na hora do parto quanto com o tipo de parteira.

Algumas posições podem facilitar o parto vaginal e os benefícios são muitos: redução do tempo do trabalho de parto ativo, redução das taxa de parto assistido, menos episiotomias, menos padrões anormais de frequência cardíaca fetal e um períneo intácto.

As pesquisas também vem mostrando que as parteiras realizam menos episiotomias comparados com médicos obstetras não humanizados. É justificável se levarmos em conta que os médicos tradicionais não levam em conta a fisiologia do corpo da mulher e do parto. A posição de litotomia (deitada na maca de barriga para cima e com a pernas abertas) é a posição mais comum entre eles, totalmente desfavorável para um parto via vaginal. E o resultado já esperado é maior taxa de lesão perineal e episiotomia. Evidências revelam uma forte associação entre as posições não-supinas (que não são de barriga para cima) com a diminuição do trauma perineal.

 

As mulheres que tem a oportunidade de  assumir diversas posições durante o trabalho de parto tem uma satisfação maior com a experiência do nascimento, o que afeta diretamente a saúde fisiológica da mãe e do bebê, bem como o bem-estar psicológico da mãe. Além disso, tem estudos mostrando que a posição do parto também é um fator importante nos resultados no o pós-parto.

 

Os resultados das pesquisas são surpreendentes quanto a mulher poder optar por quais posições ela pode assumir no trabalho de parto ativo e expulsivo:

 - Quase três vezes mais mulheres que pariram nas posições não-supino (60%) ficaram com um períneo intacto em comparação com as mulheres do grupo supino (posição de litotomia) (22%).

 - Lacerações perineais no grupo não-supino foram limitado ao primeiro grau (30%), enquanto que as mulheres no grupo supino sustentaram lacerações mais graves (67%);

 - Mulheres que pariram nas posições não-supino tiveram menos lacerações perineais de segundo e terceiro grau (e não tiveram lacerações de quarto grau) em comparação com mulheres que deram à luz na posição supina.

 - Em geral, a posição lateral foi associada com a maior taxa de períneo intacto (66,6%) .

 

            O parto é um evento único. Quando respeitamos o corpo, a fisiologia natural do corpo e do parto, e o instinto da mulher, a natureza traz ao mundo um bebê da melhor maneira possível. A humanização no parto é fundamental. Uma equipe conectada e que respeita a decisão e as escolhas da parturiente trás muitos benefícios físicos e psicológicos tanto para a mãe quanto para o bebê.

 

Portanto, o papel da obstetriz para a vida de cada um de nós é trazer mais respeito e mais consciência no parto para um mundo melhor; para a parturiente é dar à ela a oportunidade de se transformar como mulher em mãe, deixando-a ser protagonista do seu próprio parto; e para o bebê é prover um nascimento respeitoso e com muito amor.

 

E viva o dia internacional das parteiras! Por um mundo mais humanizado!

  

REFERÊNCIAS

Terry RR1, Westcott J, O'Shea L, Kelly F. Postpartum outcomes in supine delivery by physicians vs nonsupine delivery by midwives. J Am Osteopath Assoc. 2006 Apr;106(4):199-202.

Shorten A1, Donsante J, Shorten B. Birth position, accoucheur, and perineal outcomes: informing women about choices for vaginal birth. Birth. 2002 Mar;29(1):18-27.

Meyvis I1, Van Rompaey B, Goormans K, Truijen S, Lambers S, Mestdagh E, Mistiaen W. Maternal position and other variables: effects on perineal outcomes in 557 births. Birth. 2012 Jun;39(2):115-20. doi: 10.1111/j.1523-536X.2012.00529.x. Epub 2012 May 17.

 

Fisioterapeuta Dra. Lilian Sarli

Mestra pela Unicamp / Ortopedia e Medicina Esportiva
Crefito: 123955 - F
 
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